A ressurreição de The Walking Dead

Por ironia do destino, The Walking Dead, um dos programas de TV mais badalados da atualidade, parecia acometido pelo mesmo vírus que dizimou boa parte da humanidade durante o apocalipse zumbi. A série que é a adaptação de uma saga dos quadrinhos começou eletrizante e rapidamente conquistou um público fiel que semanalmente dava índices de audiência gigantes para o programa.

Infelizmente, as duas últimas temporadas (7ª e 8ª) sofreram de um tipo de letargia. Um desvio na curva ascendente, ainda mais quando Rick Grimes (Andrew Lincoln) e sua trupe se depararam com o arco dos Salvadores e a ameaça letal de Negan (Jeffrey Dean Morgan). E olha que a séria tinha tudo para pegar o rabo do foguete e ultrapassar a estratosfera, com um vilão carismático e assustador, a despedida de personagens queridos e a guerra pela sobrevivência.

A série The Walking Dead precisou mudar sua showrunner e o eixo narrativo para voltar a ser relevante

O fato é que o seriado foi perdendo fôlego, exibindo episódios que não faziam a trama avançar, bons personagens desperdiçados e sem aquela mesma pegada do início. A história ruim refletiu na audiência que colecionava quedas seguidas e muita gente terminou abandonando a série.

Antes do início da 9ª temporada, duas notícias deixaram os fãs da série preocupados: a iminente saída do protagonista Rick Grimes (Lincoln) e de Maggie Greene (Lauren Cohan), uma das personagens mais significativas de The Walking Dead. E tudo isso antes do novo desafio que estava por vir com os Sussurradores.

A série mudou seu showrunner. Saiu Scott Gimple, entrou Angela Kang. Enquanto muita gente deixou a série de lado, The Walking Dead iniciava sua nona temporada repleta de incertezas. Como sobreviver sem dois de seus principais personagens? Como recuperar a confiança do público e voltar a ser relevante?

Rick Grimes (Andrew Lincoln) em uma das cenas emblemáticas dos quadrinhos

Tantas dúvidas começaram a se dissipar com os novos episódios. A mão de Angela Kang começou a ser notada com capítulos mais dinâmicos e conflitos que voltaram a gerar tensão, atingindo um outro patamar com What comes after, que marcou a despedida de Rick.

O episódio deu um “final” digno ao icônico personagem e abriu novas possibilidades para a história. The Walking Dead deu um novo salto temporal e mostrou que o apocalipse zumbi não está tão perto do fim como muitos andavam cogitando nos últimos anos.