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A pedofilia em nome de Deus

Graças a Deus(Grâce à Dieu)

Classificação: 14 anos

Estréia: 10 de Dezembro de 2018

Genêro: Drama

Nacionalidade: França/Bélgica

Duração: 137 minutos

Nota do crítico

Crítica

Não é de hoje que os escândalos de pedofilia envolvendo o clero da Igreja Católica vêm à tona por intermédio da mídia e causam alvoroço e indignação nos fiéis, que acabam colocando a fé, até então inabalável, em cheque.

Dirigido e roteirizado por François Ozon, Graças a Deus tem como fulcro mais uma dessas tristes histórias verídicas, vivenciadas por três personagens (Alexandre Guérin, François Debord e Emmanuel Thomassin), que foram vítimas, quando crianças, de abusos sexuais praticados pelo Padre Bernard Preynat, da arquidiocese de Lyon, na França, entre 1986 a 1991.

A lide teve grande repercussão em todo o mundo, quando as vítimas, em 2015, finalmente optaram por noticiar o crime, que deu origem, inclusive, à famosa associação La Parole Libérée, bem como, posteriormente, à condenação judicial do arcebispo Philippe Barbian por omissão no caso.

O longa retrata não só o comportamento político da igreja frente às agressões sexuais em questão, mas toda a evolução do trauma advindo da barbárie, de forma individualizada, delineando como o fato reverberou na fase adulta de cada um dos envolvidos e clamando a atenção da sociedade para uma prática, infelizmente, corriqueira.

Entre conflitos de relacionamentos, divergências familiares e distúrbios emocionais, acompanhamos na telona um drama bem construído, com a sensibilidade necessária de Ozon, que evitou ludibriar o espectador com o sensacionalismo ou os excessos que uma narrativa com temática congênere poderia facilmente incorrer.

O filme faturou o Urso de Prata na última edição do Festival de Berlim e faz parte da programação do Festival de Cinema Francês Varilux 2019.

Confira a programação:

Saiu a programação completa do Festival Varilux de Cinema Francês em Natal

 

Notas

Média