Pular para o conteúdo

A tênue linha entre ser e o que se pensa quem somos

Quem você pensa que sou(Celle que vous croyez)

Genêro: Drama

Nacionalidade: França

Duração: 101 min

Nota do crítico

Crítica

É a vida que imita a arte ou a arte que imita a vida? Respostas as vezes não são necessárias. O filme “Quem você pensa que sou”, adaptado  do livro Celle que vouz croyez, de Camille Laurens, nos arrebata, saímos da sessão com a sensação de que não há limiar entre ficção, arte e realidade. A narrativa é fluida, roteiro impecável, surpreendente, inclusive. Fotografia, direção e atuações contribuem para um resultado extremamente positivo.

Juliette Binoche está simplesmente plena na pele de uma mulher de meia idade que traz bem definidas as cicatrizes da vida desenhadas não apenas no rosto, pelas marcas do tempo, mas também na alma.Temas como envelhecimento, rejeição, o culto à eterna juventude e vida virtual, são tratados com uma realidade reflexiva, diríamos até que com uma dose de crueza leve.

A personagem Claire, vivida por Binoche, habita uma realidade paralela, ela é também a jovem Clara de 24 anos que no mundo virtual vive uma paixão desmedida com Alex, protagonizado  pelo ator François Civil. Quando estão teclando,  outro mundo se descortina para ela, e atrás dessa cortina está a mulher real, divorciada , traída e trocada por uma jovem com a metade de sua idade. Assim, a trama se desenrola com maestria e nos deixa atentos até o final.

E ao subir os créditos, deixamos a sala a nos indagar: quem nunca viveu algo parecido, uma paixão virtual que nos tirou a razão seja por alguns dias, alguns meses, ou alguns segundos, que atire a primeira pedra! Ou o mouse, como queiram.

Excelente filme, vale muito conferir!

Em cartaz no Festival Varilux de Cinema Francês, na Cinépolis – Natal Shopping.

Notas

Média