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Antes Que Eu Vá, é necessário refletir e corrigir

Antes Que Eu Vá(Before I Fall)

Classificação: 12 anos

Estréia: 18/05/2017

Genêro: Drama/Mistério

Nacionalidade: EUA

Duração: 98 min

Nota do crítico

Crítica

O letargo de alguém encurralado permanentemente no mesmo dia não é novidade no mundo cinematográfico. Mais que isso, parece que depois do lançamento do filme Feitiço do Tempo, onde fomos presenteados com o icônico papel de Bill Murray, tudo de igual teor parece cair num verdadeiro clichê. Mas nem sempre é assim.

O roteiro de Maria Maggenti, adaptado do livro de Lauren Oliver (publicado no Brasil com título idêntico, pela editora Intrínseca) se apropria de formato similar ao do clássico de 1993, porém, a jornada da protagonista difere daquela do personagem de Bill Murray.

Aqui, Samantha Kingston, interpretada por Zoey Deutch, é uma estudante bela, popular e carismática, que em uma dada sexta-feira acaba sofrendo um acidente e morrendo. Entretanto, repentinamente, os dias se reiniciam como se tudo não passasse de um pesadelo, uma sensação de déjà-vu constante, que a faz percorrer um caminho filosófico e dramático, onde, refletindo sobre a sua vida, procura entender a causa de tudo que lhe ocorre.

O longa traz à tona conhecidos dilemas adolescentes, a exemplo do bullying, explorado até as suas últimas consequências, bem como ilustrando os ciclos necessários que os jovens vivem e revivem para, enfim, atingir a maturidade com o devido reconhecimento de seus erros.

Alguém se lembrou da série 13 Reasons Why? Tem lá suas coincidências, porém, em que pese a temática teen, a reflexão é adulta e proporciona diferentes análises acerca das nossas atitudes, em especial, a forma como conduzimos nossas vidas, à luz dos relacionamentos com cada núcleo que convivemos: família, amigos, namorados, etc.

A respeito da narrativa em si, Antes Que Eu Vá falha em alguns aspectos, especificamente na forma superficial como expõe a turma de amigas de Sam – Lindsey (Halston Sage), Ally (Cynthy Wu) e Elody (Medalion Rahimi) – que mais parecem as Plastics de Meninas Malvadas, sem falar na “antagonista” Juliet (Elena Kampouris), que também precisaria de maior destaque, no intuito de fundamentar sua missão no filme.

Embora se constate a ausência desses elementos de coesão que justifiquem a importância dessas personagens na vida da protagonista, a construção da trama é, no mínimo, interessante, principalmente quando casada com uma trilha sonora espetacular, que muitas vezes se consubstancia no motor para que as belas transições entre as cenas se harmonizarem.

Antes Que Eu Vá, mesmo com o exagerado viés dramático, promete angariar diversos públicos, auxiliando-os a concluir o que, de fato, importa em suas vidas.

Notas

Média