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Asperger’s Are Us – os aspies querem te mostrar uma coisinha…

Asperger's Are Us(Asperger's Are Us)

Classificação: Livre

Estréia: 11 de novembro de 2016

Genêro: Documentário

Nacionalidade: EUA

Duração: 82 minutos

Nota do crítico

Crítica

Um dos mais recentes documentários lançados no catálogo da Netflix mostra uma faceta não tão conhecida do fantástico mundo dos aspies (portadores da Síndrome de Asperger, que resulta numa condição neurológica do espectro autista, caracterizada por cercear, de forma significativa, a interação social dos indivíduos em prol de padrões de comportamentos repetitivos ou de interesses bem restritos).

Asperger’s Are Us narra uma importante passagem da vida de quatro grandes amigos aspies (Noah, New Michael, Jack e Ethan), que se conheceram em um acampamento de verão, em 2010. Da amizade, formaram um grupo de comédia (o mesmo que dá nome ao filme), o qual se prepara para uma última apresentação de gala, antes de seus integrantes trilharem caminhos acadêmicos e profissionais distintos.

Durante as semanas que antecedem o gran finale, a rotina dos jovens é acompanhada de forma descontraída, mesclando depoimentos pessoais, o elo que os uniu como amigos e, até então, colegas de trabalho, bem como os ensaios para a peça.

A direção de Alexandre Lehmann, por outro lado, vai além da tentativa de retratar apenas a empolgação com a construção do último espetáculo, uma vez que vislumbramos aqui um propósito socioeducativo no olhar da câmera, voltado para a elucidação das peculiaridades inerentes aos relacionamentos e devaneios dessas mentes, adoravelmente férteis. Uma verdadeira demonstração de inclusão social, onde, apesar das dificuldades evidenciadas, observamos garotos que estudam, trabalham, cumprem tarefas domésticas, dirigem veículos, dentre outras atividades estereotipadas, equivocadamente, como distantes desse público.

Toda a temática é explorada dentro de uma abordagem natural e sequenciada, onde qualquer melodrama da vida real é esquecido. Afinal, eles são, consideravelmente, mais comediantes que meras pessoas de espectro autista.

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Se existisse alguma crítica negativa a ser debatida, com certeza seria a ausência de um mergulho mais profundo na biografia dos protagonistas e suas conjecturas intrafamiliares. Porém, embora perceptível a lacuna deixada, tenho minhas dúvidas se os nossos queridos humoristas permitiriam tamanha invasão de privacidade. Talvez não.

Notas

Média