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De boas intenções estamos todos precisados?

Boas Intenções(Les Bonnes Intentions)

Genêro: comédia

Nacionalidade: França

Nota do crítico

Crítica

Les Bonnes Intentions, uma comédia de Gilles Legrand que tem como protagonista a atriz  Agnés Jaoui,  o pilar da narrativa, cuja interpretação cumpre por completo a tarefa a que se destinou. Sua personagem traz a força precisa para interpretar uma professora  super engajada nas causas sociais e muito disposta a ajudar, ainda que prejudique a si mesma e sua família. A personagem chega a carregar um altruísmo exagerado, mas que certamente estava em consonância com a proposta. Embora o filme nos arranque sorrisos a nos divertir durante o tempo de projeção, nos faz também refletir sobre as contradições das ações e posicionamentos diante da vida.

Agnés preenche de fato o espaço da narrativa, é a líder que tem na sua turma de alunos personagens de várias culturas e etnias. O filme flerta com o preconceito e “evidencia” de forma crítica  os estereótipos que os países imprimem em seus habitantes.  Temos a francesa, o nigeriano, a chinesa e… o brasileiro. Isso, o brasileiro, o louco por futebol, que veste a camisa da seleção e  que tem um déficit de aprendizado, sem querer usar de eufemismo, mas ele é a personificação do burro mesmo. Há no personagem do jovem Tiago uma clara referência ao atual governo brasileiro, em uma cena do filme, o chamam de mito, claro, por puro deboche.

A comédia cumpre o seu papel de entreter, e a ótima interpretação de Jaoui dá muito movimento ao filme, que se desdobra na pele da professora para que seus alunos consigam a habilitação para dirigir.  A turma de estrangeiros, estranhos no sentido lato da palavra  tem êxito e seguem juntos e felizes pelo mundo afora dirigindo um carro, é claro. E, assim, foram felizes, só não sei se para sempre .

Notas

Média