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Ela tem a força: She-Ra e As Princesas do Poder é um exemplo de como fazer um remake

She-Ra e As Princesas do Poder(She-Ra and the Princesses of Power)

Classificação: Livre

Genêro: Aventura, comédia, família

Nacionalidade: EUA

Nota do crítico

Crítica

As três temporadas de She-Ra e As Princesas do Poder (2018)  são um verdadeiro exemplo de como um remake deve ser feito. 

Embora a série já esteja em sua terceira temporada, agora ela parece realmente mostrar todo o seu potencial criativo. Desenvolvida por Noelle Stevenson responsável pela excelente graphic novel Nimona , essa nova She-Ra é uma bomba de humor e criatividade.

Ela é baseada no desenho animado dos anos 80 She-Ra: A Princesa do Poder, um derivado de outra animação de sucesso, He-Man (que, por sua vez, foi inspirada em uma linha de brinquedos da empresa Mattel). A She-Ra dos anos 80 foi um desenho bastante amado por uma geração de crianças, mas que envelheceu mal. 

She-Ra é um remake como todos os remakes deveriam ser.

Para quem não lembra ou não assistiu a série antiga, as suas histórias consistiam basicamente em uma luta do bem contra o mal na qual She-Ra, uma espécie de princesa mágica super poderosa, derrotava vilões e ensinava uma lição para o espectador.

Para que não restasse dúvida alguma, a moral da história era explicada para as crianças tim tim por tim tim no final de cada episódio. 

Então é óbvio que uma outra versão de She-Ra não poderia seguir os mesmos moldes, mas é animador ver como, além de ser diferente, a nova série tem uma proposta original e ambiciosa.

Um time de princesas devidamente repaginadas para uma nova geração.

A primeira temporada é introdutória, mostra os principais personagens e estabelece os relacionamentos e conflitos da história. Contudo, desde o início o seriado já mostra um grau de complexidade que surpreende. 

Trata-se de uma animação cheia de princesas radicalmente diferentes umas das outras, e que muitas vezes se parecem e se comportam como meninas normais. Isso sem falar na naturalidade com a qual She-Ra aborda as questões LGBTQ+.

Vilões com histórias complexas são outro ponto forte da série.

Além disso, conforme a narrativa avança, o grau de complexidade da história também aumenta. Surgem áreas cinzentas, vilões tornam-se surpreendentemente simpáticos e o universo da série se expande. A terceira temporada chega ao fim com a sensação de que ainda há um enorme material a ser explorado. 

She-Ra e As Princesas do Poder não oferece nenhuma lição mastigada e não se contenta em repetir uma fórmula pronta. Ela é uma série empolgante, muitas vezes ousada, complexa, rica em detalhes, e o modelo exemplar de como todo remake deveria ser.

Em meio a tantas refilmagens insossas dos estúdios Disney, continuações e reciclagens sem fim, She-Ra mostra como é possível colocar fôlego criativo e coragem em um remake.

Notas

Média