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Krypton: onde tudo começou

Krypton(1ª temporada)

Estréia: 2018

Genêro: Drama, fantasia, ficção científica

Nacionalidade: EUA

Duração: 42 mins (10 episódios)

Nota do crítico

Crítica

Por ser um dos principais ícones da cultura pop mundial, a história do Super-Homem já foi revisitada sob diversos ângulos. Várias séries televisivas abordaram o assunto, como Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman (1993 – 1997) ou a badalada Smallville (2001 – 2011), que mostrava a juventude do personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, na década de 30.

Krypton surge no horizonte dos seriados de adaptações de quadrinhos com a intenção de abordar um outro aspecto, ainda pouco explorado da origem do herói, dessa vez focando em seu planeta natal, 200 anos antes da sua destruição.

Mesmo sem estar presente, o Superman é o motivo de existência da série

A série, exibida pelo canal Syfy, aborda a história de Seg-El, avô do Superman. Ele e seus pais são privados de seus privilégios na sociedade kryptoniana depois que seu avô Val-El é condenado à morte após ser julgado por traição, quando na verdade ele fazia estudos científicos que antecipavam o futuro do planeta.  Nessa realidade, as castas kryptonianas são divididas entre a aristocracia, os guerreiros, os plebeus, prevalecendo a soberania de uma classe sobre outra.

Quatorze anos após a condenação do avô, Seg (Cameron Cuffe) impede um ataque terrorista à Associação dos Legisladores e acaba ganhando a simpatia do magistrado-chefe, que organiza um casamento entre sua filha Nyssa e Seg. É a possibilidade dele voltar às classes superiores de Krypton. Antes disso, ele conhece Adam Strange, que veio ao passado para salvar o futuro, onde o Superman é um grande herói, história que corre o risco de ser reescrita.

Com uma primeira temporada enxuta (dez episódios), Krypton apresenta uma sociedade decadente, imersa em corrupção e desigualdades sociais. Apesar de não mostrar diretamente o Superman, ele é a razão de existência da série, pois tudo gira ao seu redor. Essa dependência narrativa faz com que Krypton traga inimigos clássicos de Kal-El, certamente para segurar o público com elementos já conhecidos dessa mitologia.

Séria mostra a sociedade kryptoniana 200 anos antes da sua destruição

Há poucas cenas que mostram a grandiosidade e as peculiaridades desse planeta, certamente devido a um orçamento reduzido, com uma câmera mais preocupada em mostrar a ação e os conflitos que estão ocorrendo, sobretudo os familiares. A série também faz uma discussão interessante sobre o fanatismo religioso (há uma cena que enche os olhos de lágrimas), o militarismo e a busca pelo poder.

Apesar da trama se arrastar em alguns momentos, Krypton segura a atenção com boas sequências de ação e várias reviravoltas. O final da temporada deixa um gancho que só aumenta a ansiedade pelos próximos capítulos. Então, mesmo com algumas quedas de ritmo, Krypton flutua entre a curiosidade, sobre como funcionavam as relações daquela sociedade, e as implicações das possíveis alterações na linha do tempo. O que por si só já é um bom motivo para conferir a série.

Notas

Média