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A bravura do rei fora da lei

Legítimo Rei(Outlaw King)

Classificação: 16 anos

Estréia: 2018

Genêro: Histórico, drama

Nacionalidade: EUA

Duração: 121 mins

Nota do crítico

Crítica

Há uma passagem de tempo no final de Coração Valente, entre os últimos suspiros de William Wallace (Mel Gibson) e a Batalha de Bannockburn, liderada por Robert The Bruce e estratégica para a independência da Escócia frente a Inglaterra. Legítimo Rei, produção original da Netflix dirigida por David Mackenzie, narra os acontecimentos do período citado.

O filme se inicia em 1304, quando o monarca inglês Eduardo I (Stephen Dilane) subjuga os lordes que almejavam o trono escocês, mas recuam diante da supremacia britânica. A morte de William Wallace reascende o sentimento do país de se tornar independente, motivando Robert The Bruce (Chris Pine) a buscar aliados contra o país bretão, entre eles seu rival Jonh Camyn (Callan Mulvey), encontro que termina de forma trágica e o deixa conhecido como o “rei fora da lei”, título original do longa.

Ele é coroado Rei da Escócia com aval da igreja, que enxerga no mesmo uma possibilidade de sobrevivência. Paralelo a isso, a Inglaterra prepara suas tropas para combater sua ascensão.

Chris Pine é Robert The Bruce, um dos heróis nacionais da Escócia

Legítimo Rei é notadamente um filme ambicioso. É uma história imponente que remete diretamente a um neoclássico da década de 90, laureado com vários prêmios, entre eles o Oscar 1996 de Melhor Filme.

A trajetória de Robert The Bruce tem todos os ingredientes para legitimar essa grandiosidade. É uma história épica, baseada em fatos reais, sobre a coragem de um povo que luta pela sua identidade e que tem em seu protagonista um dos grandes heróis daquele país. O filme tem diversas cenas de batalhas que não economizam na violência, tendo momentos em que a câmera se aproxima da ação a ponto de nos sentirmos em meio ao campo de batalha.

Há várias batalhas épicas em Legítimo Rei que transportam o público para dentro do conflito

A história apresenta personagens com potencial para se solidificarem no imaginário popular, como um que se auto evoca em meio aos conflitos. Parece exagerado, mas não deixa de ser uma marca. Já Chris Pine encarna o protagonista, seguindo uma linha crescente diante dos acontecimentos vivenciados na história e é visível o seu esforço em dar substância ao papel. Mas, ainda lhe falta calibre para oferecer uma performance mais consistente.

O cineasta David Mackenzie tinha um grande material em suas mãos e é nítido o seu esforço em produzir algo tão memorável quanto Coração Valente. Essa comparação acaba sendo o “calcanhar de Aquiles” do filme. Pois, mesmo com uma narrativa envolvente que merecia ser vista em tela grande, Legítimo Rei parece um complemento de luxo de uma aventura épica que ainda está bem visível em nossa retina.

Notas

Média