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Máquina jurá$$ica de fazer dinheiro

Jurassic World: Reino Ameaçado(Jurassic World: Fallen Kingdom)

Estréia: 2018

Genêro: Ação/Aventura

Nacionalidade: EUA

Duração: 2h08min

Nota do crítico

Crítica

Quando a adaptação de Jurassic Park, de Steven Spielberg estreou nos cinemas, já era possível imaginar que a franquia teria vida longa. E de lá para cá já são cinco filmes produzidos, acumulando cerca de U$S 5 bilhões nas bilheterias mundiais. Uma grana e tanto que só ressalta o fascínio causado pelos dinossauros junto ao grande público.

Mas esse resultado estratosférico só se consolidou mesmo na segunda trilogia, iniciada com Jurassic World (2015). Após o filme seminal, as produções posteriores, Jurassic Park: O Mundo Perdido (1997) e Jurassic Park 3 (2001), receberam críticas mornas e seus resultados financeiros ficaram bem abaixo do esperado. Demorou 14 anos para a franquia ganhar novo fôlego, capitaneada pelo astro Chris Pratt.

E assim estreou Jurassic Word: Reino Ameaçado (2018)  com um objetivo bem definido: fazer uma boa arrecadação seguindo a trilha do seu antecessor e abrir caminho para um terceiro filme, com novos desafios pela frente.

A história se passa três anos depois da tragédia na Ilha Nublan, quando o Jurassic World veio abaixo. Claire (Bryce Dallas Howard) agora é ambientalista que defende a causa dos dinossauros. Eles, aliás, estão ameaçados por um vulcão prestes a entrar em erupção. Ela é chamada para convencer Owen (Pratt) a retornar à ilha para resgatar os dinos e levá-los a um santuário. Como era de se esperar, tudo dá errado e o conflito tem início.

Se o roteiro não traz grandes novidades, o filme proporciona um certo grau de empatia com os dinossauros. Há pelo menos três cenas feitas para reforçar esse sentimento, duas delas com “Blue”, a velociraptor do filme anterior, “domesticada” por Owen. A estratégia tem a finalidade de delinear bem quem são os verdadeiros vilões dessa história: os executivos que querem utilizar o potencial bélico das criaturas e arrecadar fortunas em cima disso.

As boas cenas de ação e o suspense orquestrado demonstram que, tecnicamente, Jurassic World: Reino Ameaçado impressiona. Há  várias referências aos longas anteriores, o que não deixa de ser divertido. No entanto, a narrativa é tão raquítica que até uma grande “revelação” envolvendo uma das personagens parece solta no meio de uma trama que não vai além de sua metódica função comercial.

Notas

Média