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Suspense aquático de caixa de som

Megatubarão(The Meg)

Estréia: 2018

Genêro: Suspense, ação

Nacionalidade: EUA

Duração: 1h54min

Nota do crítico

Crítica

Lançado em 1975, Tubarão é considerado o marco inicial das produções intituladas de “arrasa-quarteirão”. Foi a partir desse filme, que o verão norte-americano se tornou um período ideal para o lançamento de filmes milionários, repletos de efeitos especiais e feitos sob medida para ganhar dinheiro.

Além de três continuações (sofríveis), Tubarão emergiu na cultura pop e gerou uma série de subprodutos como Do Fundo do Mar (1999) e a infame série Sharknado, que triturou a lógica apostando firme no trash mais descarado da galáxia, já com cinco filmes derivados.

Equipe de prontidão para enfrentar o Megatubarão

O fato é que os tubarões são uma boa aposta para, aqui, acolá, retornarem às telas do cinema. E Megatubarão, do diretor Jon Turteltaub, vem nessa pegada buscando atenção no fascínio (e medo) que essas criaturas marinhas provocam em seu público, Comercialmente, o filme foi estratégico ao escolher a China como palco da história, país onde obteve seu melhor resultado comercial, superando inclusive os EUA. Mundialmente, as bilheterias ultrapassaram os U$S 500 milhões.

Megatubarão surge com essa proposta de apresentar um monstro pré-histórico com mais de 20 metros bagunçando a prainha e sendo perseguido por uma trupe de pesquisadores. Seu antagonista humano é o astro de ação Jason Statham, que interpreta Jonas Taylor, mergulhador especialista em resgates convocado para salvar a tripulação de um submarino presa nas profundezas do Oceano Pacífico, após colidir com algo imenso. É o velho embate Homem x Natureza.

O roteiro, que segue a cartilha dos três atos de forma hermética, é previsível a ponto de ser facílimo imaginar quem será a próxima vítima do tubarão. Os indícios são muito claros em relação a isso, pois o filme não ousa ir além de suas limitações narrativas. O suspense (ponto alto na obra seminal de Spielberg) não causa aquela sensação de medo real, entregando apenas sustos sincronizados com o som.

Jason Statham encarando a fera pré-histórica

Até há uma tentativa de humanizar Statham atribuindo-lhe uma crise de pânico, que não permitiu que ele saísse psicologicamente ileso de sua missão anterior. Essa característica é citada na história, sendo que não afeta tanto assim as ações do protagonista quando o mesmo é obrigado a encarar o monstrão.

Sem um suspense apurado e com personagens pouco desenvolvidos, Megatubarão entrega um suspense mediano e efeitos gráficos que só impressionam até certo ponto. Depois tudo cai num mar de mesmice sem fim, onde você só tem a certeza que tamanho não é mesmo documento, pois o pequeno Tubarão de Spielberg é bem mais assustador.

Notas

Média