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O girl power quase leva a melhor

Oito Mulheres e um Segredo(Ocean's Eight)

Classificação: 14 anos

Estréia: 07 de Junho de 2018

Genêro: Ação, Comédia

Nacionalidade: EUA

Duração: 1h 50min

Nota do crítico

Crítica

Logo de cara, uma primeira coisa precisa ser dita sobre esse Oito Mulheres e um Segredo (2018). Não se trata de mero remake da trilogia do diretor Steven Soderbergh, estrelada outrora por George Clooney e companhia. Situado no mesmo universo ficcional, estaria mais para um mistura de continuação com reboot.

Saem os onze presunçosos trapaceiros, e entram oito beldades, dentre as maiores estrelas femininas de Hollywood da atualidade. Sandra Bullock, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter (como sempre carismática em sua desenvoltura desengonçada), Rihanna, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Awkwafina e Mindy Kaling se juntam para roubar em um baile os valiosos diamantes que compõem uma das peças mais seguras e famosas do mundo.

Nada que um plano mirabolante, repleto de etapas intrincadas, além de milagrosas e benevolentes coincidências do destino não resolva. Afinal, como já esperado da cartilha do gênero, a trupe sai sempre vitoriosa, alguns milhões mais rica, e com um currículo criminoso maior.

E exatamente por isso o filme soçobra em um mar de boas intenções, em tempos em que o empoderamento feminino é matéria recorrente dos roteiros fílmicos. Porque, se é para colocar mulheres como protagonistas, em torno das quais a narrativa vai girar, que pelo menos se faça um produto original, que não precise se escorar em referências fáceis e em velhas fórmulas já vistas e exauridas.

Belas, poderosas e pouco originais.

Está tudo lá: a química entre Bullock e Blanchett a emular a parceria de Clooney e Pitt; personagem que muda de lado lá pelas tantas; participações especiais da nata do mundo artístico; a inevitável reviravolta (de surpreendente não tem nada), que gasta os quinze minutos finais tornando-os intermináveis; e uma montagem ágil, metida a espertinha, que também não traz nada de novo ao gênero de filmes de assalto.

Reconhece-se, enfim, que a tentativa entretém (para uma tarde monótona de domingo até cai bem). Porém, falta personalidade ao filme. Algo que se possa identificar como traço autêntico e original.

Versões femininas de sucessos comerciais vêm sendo produzidas aos montes ultimamente, justamente com o fito principal de faturar. Se a qualidade continuar relegada a segundo plano, continuará sendo lançado um filme mediano atrás do outro. Uma pena, potencial para protagonismo feminino há de sobra.

Notas

Média