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Olivier Peyon opta por nadar no raso em “O Filho Uruguaio”

O Filho Uruguaio(Une Vie Ailleurs)

Estréia: 18 de março de 2017

Genêro: Drama

Nacionalidade: França

Duração: 96 min

Nota do crítico

Crítica

Certo dia, Olivier Peyon, escutou o relato de um amigo que fora raptado na infância e, poucos anos depois, fora trazido de forma coercitiva para a França pelo melhor amigo de sua mãe, com o qual, em seguida, ela se casaria.

Este não é exatamente o enredo do segundo longa do diretor, mas foi o mote que serviu de inspiração para a elaboração do roteiro de O Filho Uruguaio.

No filme, há quatro anos, Felipe (Dylan Cortes), filho de Sylvie (Isabelle Carré), foi sequestrado pelo próprio pai, após o divórcio do casal. Frustrada com as tentativas de reavê-lo, ela decide tomar o caso para si e fazer justiça com as próprias mãos, auxiliada pelo assistente social Mehdi (Ramzy Bedia).

Em que pese a complexidade do tema, o filme procura não polemizar questões essenciais sobre a família, em especial, os laços de parentesco, tão inerentes à proposta apresentada. Ao invés disso, traz à tona, inicialmente, a dor vivida pela mãe e, gradualmente, nos mostra a perspectiva do cotidiano do garoto, sob o olhar de Mehdi. Até os maiores conflitos da trama parecem diminuir com o seu desenvolvimento.

Um bom drama, porém, raso em demasia, que embora se aproveite do excelente argumento, se perde nas lacunas de seu roteiro e na superficialidade da direção de Peyon.

Participante da edição 2017, do Festival Varilux de Cinema, que ocorre no Cinépolis Natal Shopping.

Notas

Média