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Pipoca requentada rende boa sessão

Missão Impossível: Efeito Fallout(Mission: Impossible - Fallout)

Estréia: 27 de julho de 2018

Genêro: Ação,

Nacionalidade: EUA

Duração: 2h 27 mins

Nota do crítico

Crítica

Dois fatos chamaram atenção durante a produção de Missão Impossível: Efeito Fallout, bem antes do seu lançamento. Um, extremamente inusitado, o “bigode” de Henry Cavill, mal apagado digitalmente em Liga da Justiça, onde ele interpreta o Super-Homem, deslize que só corroborou com a má qualidade do filme da DC. O outro: o acidente de Tom Cruise durante uma das cenas de ação, que também deu bastante publicidade ao filme.

Cruise, que geralmente dispensa dublês e prefere fazer ele mesmo sequências mais movimentadas, ganhou um tempo de molho, mas atraiu mídia positiva para Efeito Fallout, o sexto da série. Ora, estamos diante de um astro que veste a camisa dos papeis que interpreta no cinema e, literalmente, encara os “ossos do ofício”.

Comparações à parte, a nova missão do agente Ethan Hunt (Cruise) cumpre o prometido com uma trama intrincada, de reviravoltas, referências aos longas anteriores, um antagonista à altura e ação nonsense de primeira linha. Aliás, a cada filme, Missão Impossível parece aprimorar sua receita e entregar um prato quente para os amantes do gênero. Apenas Missão Impossível 2 (2000), de John Woo, trouxe uma experiência abaixo da média até agora.

A trama envolve uma missão que dá errado e uma sucessão de acontecimentos para injetar adrenalina no público durante um par de horas. É a velha pastichada de grife que já conhecemos depois de cinco filmes de missões imprudentes, gadgets tecnológicos e um sem número de plot twists.

Henry Cavill faz, muito bem, o contraponto de Cruise, um personagem dúbio e metódico, inserido na equipe, onde suas motivações são reveladas por camadas. É justamente o oposto da essência do herói da DC e um tipo de papel que caiu bem para o ator. Rebeca Fergunson também se destaca como uma agente em busca de redenção e merece um destaque maior em outras oportunidades.

A direção de Christopher McQuarrie, o único a conduzir dois filmes da franquia, é bem orquestrada com vários planos abertos, câmera segura e um bom senso de ritmo, o que permite aproveitar bem a sessão e compreender o que está acontecendo.  E como é bacana acompanhar um filme onde é possível reconhecer o protagonista nas cenas mais movimentadas. Méritos para Cruise e seu fôlego invejável.

Se sua intenção é buscar apenas alguns momentos de escapismo na tela grande, Missão Impossível: Efeito Fallout não decepciona e faz jus àquela pipoca requentada que, aqui acolá, adiciona um temperinho diferente em suas estripulias.

Notas

Média