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Em “Laços” a Turma da Mônica sai dos gibis para o mundo real

Turma da Mônica: Laços()

Classificação: Livre

Estréia: 27 de junho de 2019

Genêro: Aventura, comédia, família

Nacionalidade: Brasil

Duração: 1h 37min

Nota do crítico

Crítica

É difícil e eu diria quase impossível encontrar um adulto hoje que não conheça pelo menos os personagens principais dos quadrinhos da Turma da Mônica.

Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão fizeram parte da infância de muita gente (aí me incluo) e divertem crianças até hoje. 

Por isso Turma da Mônica: Laços acaba sendo um filme que entretém o público infantil mas também joga o espectador adulto direto no túnel do tempo.

Em “Laços” a Turma da Mônica sai do gibi para o mundo real

O longa é baseado na HQ homônima de Vitor e Lu Cafaggi, e a direção de Daniel Rezende (de Bingo: o rei das manhãs) aliada ao roteiro adaptado de Thiago Dottori (da série Psi), retiram o que há de melhor dessa história em quadrinhos e a suavizam para uma audiência mais jovem.

Em seus melhores momentos, Turma da Mônica – Laços faz uma bela homenagem a todo o trabalho do seu criador, Maurício de Sousa, enquanto constrói uma narrativa muito sensível sobre a importância da amizade.

Também é impressionante como os atores mirins Giulia Benitte (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), carregam o filme juntos sem problemas.

A turma de atores mirins faz bonito ao interpretar os personagens

 Mas certamente o longa enfrentou um desafio na hora de transportar os quadrinhos para as telas. Laços optou por uma espécie de realismo fantástico, no qual alguns dos elementos dos gibis são preservados, como os figurinos, a cor de Floquinho (o cachorro do Cebolinha), a super força da Mônica e por aí vai.

De certa forma isso limita um pouco o longa, que parece se conter nas cenas de ação e aventura, talvez para não sair completamente do clima de realismo. Contudo, o diretor Daniel Rezende parece mais interessado, na verdade, em mostrar seus personagens crescendo.

Nesse sentido, Laços é perfeito. Cada uma das crianças precisa superar os seus medos para concluir a aventura, e eles só conseguem fazer isso porque estão juntos.  

Com carinho e bom humor, “Laços” faz várias referências aos quadrinhos da Turma da Mônica

Isso é muito enfatizado pelo roteiro, que coloca laços literais e metafóricos por toda história, e igualmente por Rezende, que faz belos enquadramentos da turma toda junta, embora o personagem principal do filme seja Cebolinha.

Além disso, é palpável a sensação de carinho que o longa tem pela obra na qual se baseia. São muitas referências aos quadrinhos, inclusive com a participação especial de um dos personagens dos gibis, que protagoniza a melhor cena do filme. 

Em 2019 a Turma da Mônica completou 60 anos, e a longevidade da criação do cartunista Maurício de Sousa é impressionante. 

Por isso, o melhor em Laços é ver que essa turminha ainda tem fôlego e qualidade para ir muito mais longe e fazer parte da infância de várias outras gerações. 

Notas

Média