Os maiores robôs gigantes do cinema

Muita gente que acompanhou as séries Super Sentai e afins, nos anos 80 e 90, está em alvoroço com o lançamento de Power Rangers (2017), o retorno dos heróis coloridos mais espalhafatosos da TV. E se, porventura, alguém não saiba do que se trate, o filme traz as aventuras de cinco jovens da pacata Cidade dos Anjos, que descobrem superpoderes capazes de enfrentar forças malignas invasoras, recém-chegadas à Terra.

O diferencial em relação a outras histórias de heróis e vilões reside no fato de ser protagonizada por uma equipe, cada componente representado por uma cor diferente (“olha, eu sou o Ranger Azul!”; “e eu sou a Ranger Rosa!”), de ter sequências acrobáticas de luta, com mais pose do que socos e chutes, além de explosões multicoloridas mais risíve is do que intimidadoras. Sem falar, é claro, na luta final entre o monstro da semana, cujo tamanho é aumentado por alguma bugiganga ou cientista do mau qualquer, e o robô dos rangers, denominado Zord, formado pela conjunção de outros veículos (na franquia, os mais variados, desde feras pré-históricas até carros gigantescos!).

Contudo, os super sentai não são os únicos a terem à disposição máquinas colossais que os ajudam a enfrentar as forças do mal. O cinema nos traz vários exemplos de veículos, controlados ou não por pessoas de dentro de cabines internas. O SetCenas lista abaixo os filmes mais marcantes em que aparecem os famigerados robôs gigantes.

7) Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (Sky Captain and the World of Tomorrow, 2004)

Na Nova Iorque dos anos 30, uma repórter e um antigo namorado, aviador, precisam lidar com o desaparecimento de cientistas famosos, e a invasão de robôs gigantes à cidade. Jude Law, Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie estrelam, naquele que é tido como precursor dos filmes rodados do início ao fim com atores em fundo verde, e os cenários inseridos posteriormente com computação gráfica. A tecnologia envelheceu mal, e o resultado hoje não impressiona.

6) As Loucas Aventuras de James West (Wild Wild West, 1999)

James West, herói da Guerra Civil americana, se alia a um desastrado inventor para combater um poderoso malfeitor, que pretende assassinar o presidente dos Estados Unidos. Lá pelas tantas (a única sequência interessante do filme, diga-se de passagem), um veículo aranha de dimensões gigantescas destrói tudo ao seu redor. Will Smith, Kevin Kline, Salma Hayek e Kenneth Branagh, em western steampunk repleto de elementos cômicos, baseado na série homônima dos anos 60. Fracasso de críticas e público, é um filme que o próprio Smith faz questão de esquecer.

5) Power Rangers: O Filme (Mighty Morphin Power Rangers: The Movie, 1995) e Turbo: Power Rangers 2 (Turbo: A Power Rangers Movie, 1997)

Com o sucesso das primeiras temporadas da série, era só questão de tempo até a Saban experimentar novos formatos. Com uma história para cinema lançada em 1995, e uma sequência dois anos depois, os filmes trazem de volta o elenco original, em uma aventura com um orçamento maior, novos vilões (como esquecer do assustador Ivan Ooze?), e zords feitos em CGI podreira. Clássicos absolutos da Sessão da Tarde, o que obviamente não quer dizer necessariamente um elogio.

4) Franquia Transformers (2007 – em aberto)

Bem sucedida e barulhenta adaptação do desenho oitentista, dirigida pelo explosivo (literalmente) Michael Bay, narra o embate milenar entre Autobots e Decepticons, duas raças alienígenas robóticas. Chegando à Terra, assumem a forma dos mais variados veículos, terrestres e aéreos, desde um caça F-22 a um Camaro esportivo (o queridinho Bumblebee). Como o foco não é bem história ou desenvolvimento de personagens, o que se vê ao longo dos filmes é mais ou menos o mesmo: Megatron, o líder dos Decepticons, desperta, busca algum artefato que o deixará poderoso o suficiente para atacar a Terra, se depara com Optimus Prime e sua trupe, com quem se debaterá, e por fim, ocorre uma grande batalha campal no ato final. E claro, os heróis contam com a ajuda de alguns humanos (Shia LaBeouf nos três primeiros filmes, e Mark Wahlberg no quarto e nos filmes vindouros). E dá-lhe overdose de efeitos especiais, piruetas robóticas, destruição em massa, e transformações que fazem até o mais enrustido adulto voltar a ser criança.

 3) Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013)

Com Pacific Rim, Guillermo del Toro tornou possível o sonho saudosista de quem viveu os anos 80/90 vidrado na TV aberta. Na trama, criaturas monstruosas (Kaiju) surgem de fendas abissais do fundo do mar para destruir cidades inteiras. A última defesa da Terra é um grupo especial, treinado para pilotar robôs enormes (Jaegers), controlados ao mesmo tempo por dois pilotos, cujas mentes se conectam para coordenar os movimentos e armas da máquina. Efeitos especiais de ponta e batalhas surtadas, máquina Vs monstro, no melhor estilo super sentai. Muito embora haja quem diga que seja uma cópia descarada do célebre mangá Neon Genesis Evangelion.

 2) Robo Jox – Os Gladiadores Do Futuro (Robot Jox, 1989)

Em um futuro pós hecatombe nuclear, duas superpotências (EUA e URSS) lutam pela hegemonia no mundo. Cada uma escolhe pilotos habilidosos, capazes de controlar robôs colossais, que se digladiam entre si em uma competição de vida e morte. O lado vencedor ganha mais territórios e, consequentemente, mais poder.  De Stuart Gordon (diretor dos excelentes Re-Animator e Do Além, duas adaptações da obra de Lovecraft), uma divertida ficção com ótimos embates, muito stop motion e efeitos práticos bacanas.

1) O Gigante de Ferro (The Iron Giant, 1999)

História terna da amizade entre uma criança e um robô vindo do espaço, trata-se de uma animação competentemente concebida. Atrativa para crianças, que adoram a trama movimentada, e também para os adultos, pelo tom mais sério, é dessas obras que merecem todo o reconhecimento recebido (prêmio de Melhor Animação no BAFTA). Dirigida por Brad Bird, conhecido anos depois por Os Incríveis (2004) e Ratatouille (2007).