TOP 7: Filmes dirigidos por mulheres para assistir no Dia da Mulher

Para comemorar o dia 08 de março, data que representa um dia de luta para os direitos da mulher, enumeramos 7 filmes dirigidos por mulheres para você incluir na sua lista de “quero ver”.

A preferência na listagem foi por longas de diferentes países e gêneros, buscando nomes menos conhecidos, a fim de mostrar que tem muita mulher trabalhando com cinema por aí, contando boas histórias e produzindo bons filmes. Então vamos conhecê-las!

7. Advantageous (2015)

Advantageous de Jennifer Phang – uma ficção científica sobre emoções humanas

Essa ficção científica dirigida por Jennifer Phang venceu o prêmio especial do júri no Sundance Film Festival e poderia muito bem ser um episódio de Black Mirror. Em um cenário de crise econômica e com poucos empregos disponíveis, uma mulher precisa decidir que sacrifícios pessoais está disposta a fazer para garantir um futuro vantajoso para sua filha. A produção é de baixo custo, mas a história traz uma daquelas discussões inquietantes que a ficção científica contextualiza tão bem.

6. Run & Jump (2013)

Steph Green dirige o drama sobre uma família cujo equilíbrio foi perturbado

A cineasta Steph Green atualmente trabalha dirigindo séries de TV (entre elas The Americans e Luke Cage) e Run & Jump é, lamentavelmente, seu único longa metragem. O filme é um drama interessante sobre a ruptura causada em uma família feliz depois que o pai sofre um derrame cujas sequelas incluem uma mudança de comportamento radical. Mas o toque especial da obra fica por conta mesmo de sua protagonista, a mãe (interpretada por Maxine Peake), que tenta preservar sua família apesar da dolorosa transformação em seu cotidiano e ainda prosseguir mantendo seu bom humor.

5. O Porteiro da Noite (Il portiere di notte, 1974)

Liliana Cavani faz um filme chocante e provocador

A italiana Liliana Cavani é a diretora mais experiente desta seleção, e já teve longas competindo em festivais prestigiados como Cannes e Berlim. Mesmo assim, não é fácil encontrar o nome dela entre listas de indicações de filmes, tornando O Porteiro da Noite um título Cult. Além disso, a narrativa do longa é controversa e mexe em feridas da II Guerra sem eleger mocinhos e bandidos para a história. Para completar, Dirk Bogarde (Morte em Veneza) e Charlotte Rampling (Operação Red Sparrow) arrasam em suas atuações.

4. Grave (2016)

O terror de Julia Ducournau é para os fortes de estômago

Mais conhecido pelo seu título em inglês Raw, esse terror foi longa de estreia da francesa Julia Ducournau e teve uma boa recepção da crítica, recebendo várias indicações ao César (o “Oscar francês”). Diretoras e roteiristas vêm produzindo filmes de terror muito interessantes como O Babadook e Garota Sombria Caminha pela Noite, e Grave é um bom acréscimo ao gênero. Perturbador e por vezes repulsivo, o filme chegou a causar náuseas em alguns espectadores. Quem gosta de emoções fortes pode assistir a Grave na Netflix.

3. O Sonho de Wadjda (Wadjda, 2012)

A pioneira cineasta Haifaa Al-Mansour apresenta um belo filme com uma história singela

O Sonho de Wadjda entra na lista por ser um belo trabalho da primeira cineasta mulher da Arábia Saudita. Neste filme, a diretora Haifaa Al-Mansour conta uma história muito simples, sobre uma menina de 10 anos, Wadjda, que deseja muito uma bicicleta (e na época mulheres não podiam andar de bicicleta no país). Tocante, engraçado e ao mesmo trazendo uma discussão complexa, este é um longa que merece ser lembrado e assistido.

2. Sabor da Vida (An, 2015)

Naomi Kawase apresenta um filme repleto de delicadeza

Este longa japonês dirigido por Naomi Kawase é repleto de sensibilidade. Ele começa como uma história sobre a amizade entre uma idosa e um amargurado vendedor de dorayakis (um doce japonês feito com feijão vermelho), e mesmo que se resumisse a isso já seria um belo filme. Porém, Sabor da Vida tem muito mais a revelar. O ritmo pode aparentar um tanto vagaroso para alguns espectadores, mas vale a pena embarcar nessa narrativa e absorver toda a sua mensagem.

1. Como Nossos Pais (2017)

Em seu filme Laís Bodanzky expressa o que muitas mulheres gostariam de dizer

Em Como Nossos Pais, a diretora Laís Bodanzky é capaz de escancarar algumas das frustrações que muitas mulheres adultas enfrentam na sua vida familiar atualmente. É provável que várias espectadoras se identifiquem com a desilusão de Rosa (Maria Ribeiro) em carregar o peso de ser mãe, esposa, profissional e não conseguir manter nada para si mesma, ou simplesmente não dar conta de todas as responsabilidades. As dificuldades da relação em família, as cobranças e mágoas são discutidas e reviradas nesse ótimo drama.

Bônus: E a Mulher Criou Hollywood (Et la femme créa Hollywood, 2016)

Este documentário (que está disponível no YouTube com legendas) conta um pouco das histórias esquecidas de algumas mulheres pioneiras na criação do cinema e na construção de Hollywood. Afinal, não havia mulheres produzindo? Você pode ficar surpreso em saber que existiam várias mulheres dirigindo, roteirizando e trabalhando na área quando “fazer filmes” ainda não era considerado um negócio respeitável.